sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Quem lhe disse que eu era riso sempre e nunca pranto? Como se fosse a primavera. Não sou tanto..."


Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três.

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês.

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz.

E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país.

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido.

Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
O tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido.

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim.

Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim.

(Chico Buarque - João e Maria)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O amor dela


Ela é graciosa, mulher pequena,
De força intensa, olhar encantador,
Ela é branca, tão linda morena,
De cabelos cheios e negros,
Delicados e finos dedos,
Unhas fortes para arranhar,
Pés pequeninos e bem cuidados,
Lábios que seriam desejados,
Corpo para desviar o destino...
E quantos homens a queriam,
Quantos deles morreriam
Pelo amor dessa mulher!
Que vai espalhando o perfume
Por toda a rua de manhã...
Menos você...que não notou,
Que se desapercebeu,
Que o amor dela é teu...




Na janela


Ela olhava o mundo da sua janela. Grandes muros protegendo pessoas, guardando coisas, emoldurando títulos. Gente importante com medo de tudo. Doenças da alma e do corpo bagunçando aquele mundo de ouro.

Sorriu diante da própria insanidade. Colecionadora de miniaturas sem armários, sem trancas,  sem cercas. Era tudo espalhado pela casa, pelo gramado. Emoções penduradas em cortinas, flores, sorrisos, abraços, decoravam a casa. Tudo tão simplório e ao mesmo tempo tão sólido, tão livre e tão seu. A terra, as flores, o cheiro de café, tudo parte dela, pedaço do que era. Plena, repleta. 

O amor...


É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Aquela urgência que eu não compreendia era a minha urgência de ser.


Eu desejo os frutos das árvores, os redondos e vermelhos.
E o que desejo, sinto.
Já tive minha árvore.
Sou a vermelhidão do fruto e ainda tenho a pele macia.
Mas eu desejo os frutos das árvores, os redondos e vermelhos.
E o que desejo, sou.



Que dê muito certo ou errado, não importa, eu nasci para ser corajosa.


Paguem o preço que for, não abro mão de nada do que quero para mim. Não abro mão de nada que possibilite a mais breve e minúscula chance de felicidade, de qualquer coisa que me soe a chance de um novo amor chegar. Não me fecho. Me abro  "como um brilhante que partindo a luz, explode em sete cores, revelando então os sete mil amores, que eu guardei somente para te dar..."   

sábado, 23 de julho de 2011

Quero fotografar seu melhor sorriso para enfeitar a moldura da minha memória.(Renata Fagundes)


Não tenho todas as respostas, há tempos deixei de me fazer perguntas. Tenho experimentado uma sensação de plenitude, de certeza leve e alma descansada. Mesmo que a vida ou minhas escolhas tenham me despedaçado, nunca me senti tão inteira.