“Eu não faço questão que ninguém goste de mim, mas fico completamente louca quando alguém gosta. Porque descubro que cada segundo da minha vida foi pra sentir isso. E o que será dos próximos segundos? Não me tire da minha merda pra depois me lembrar que tudo é uma merda. Sem fim, sem fim.”
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
E você, me aceita?
Meu bom humor é de graça. Aceite. A cartilha do riso me ensina a enganar os olhos, se vejo a tristeza distraída pelos cantos, corto a volta. Aguente meu alto índice de alegria, minha poção mágica pro desespero. Aperte nas mãos meus caprichos e construa pequenos detalhes. Moro no acaso, o simples é minha corrente de esperança. Não aceito papel de má. E boazinha é um apelido quase feio. Fico no meio termo. A virtude não me atrapalha e o improvável sempre me aceita.
Às vezes escorrego, mesmo equilibrada na minha estante de conceitos. Aprenda a me ler. Apenas leia. Gosto de me esconder nas entrelinhas, de escapar nas vírgulas, de me perder nos pontos. Eu me faço, refaço, pinto e bordo do jeito estranho e poeta que sei ser. Carrego comigo o mundo, as músicas, as lembranças que, teimosa, não sei me desfazer e sorrio com chuva nos olhos, porque sempre tem algo pra se esconder. Maquiagem de graça essa, discreta como só o beija-flor sabe ser. Vou plantando o riso nas esquinas, colhendo o amor estilhaçado e reconstruindo vidas, principalmente a minha.
Às vezes escorrego, mesmo equilibrada na minha estante de conceitos. Aprenda a me ler. Apenas leia. Gosto de me esconder nas entrelinhas, de escapar nas vírgulas, de me perder nos pontos. Eu me faço, refaço, pinto e bordo do jeito estranho e poeta que sei ser. Carrego comigo o mundo, as músicas, as lembranças que, teimosa, não sei me desfazer e sorrio com chuva nos olhos, porque sempre tem algo pra se esconder. Maquiagem de graça essa, discreta como só o beija-flor sabe ser. Vou plantando o riso nas esquinas, colhendo o amor estilhaçado e reconstruindo vidas, principalmente a minha.
Tem sempre algo que falta, tem sempre uma saudade infinita, tem sempre um amor antigo, um amor morrido e um amor novinho pra ser inventado. E se é assim, invento. E reinvento todos dias, botando mais açúcar quando dá vontade ou colorindo da cor que bem desejar. Mas tem que ser doce, aceite. Preciso da doçura caminhando lado a lado, do sabor do mel nos lábios, porque já estou calejada de amargura e acidez. Principalmente das palavras, que vem com rostinho inocente, mas te derrubam e te destroem por dentro. Não, não, não. Tem que ser doce, pra aguentar o peso de todas as mentiras esfoladas que são continuamente arremessadas sobre o nosso dia a dia.
Então, por favor, aceite. A embalagem que carrego é transparente. Meus olhos possuem a doçura como lacre. Vejo o que desejo. Fecho os olhos quando perco o tino. Porque não possuo o poder de não errar. Gosto de ser humana. Meus defeitos são gritantes e minha boca costuma cuspir silêncios rodeados de solidão. Não, eu não costumo ser sozinha. Eu ando rodeada de gente. É que ás vezes minha multidão é vazia. Não ria, eu crio personagens. É minha forma de lidar com esse teatro que está montado no peito. Eu sou artista sem platéia. Criança de palavras tortas. Menina que aprendeu a não julgar. Mulher que não se esconde quando quer gritar.
Não importa
Não me importo se você está de pantufa, tênis ou havaianas, o importante é que sua alma venha descalça, saltitante e sorrindo.
Não, eu não exijo nada, nem quero parecer relutante ou atrevida.
Eu quero que você venha sem esperanças frouxas, sem esperar o inédito ou o inacabado.
Venha agora.
O coração está limpo e a alma está lambuzada de gratidão.
Eu quero entregar as tuas amarras nas mãos da paixão.
Quero agarrar o que foi feito pra mim.
Não importa se vai doer, se é bonito ou feio.
É meu.
Traga o que te destrói e junta aqui comigo, a gente aguenta qualquer coisa, porque juntos somos um só.
Desafios?
Quero todos, desde que você me carregue no colo quando meus pés cansarem de afundar.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Custe o que custar
Não sei. Não entendo. Desconheço. Como começar assim sem saber o que será das próximas linhas? Como continuar na mesma estrada sem entender a realidade de cada coisa? Como fazer tais perguntas se desconheço todas as possibilidades de respostas? Pode ser simples, mas aqui dentro habita uma complexidade e uma confusão sem remédio, pelo menos nesse segundo, que é passageiro.
Tenho um lado racional que repete o tempo todo: não queira o que não é seguro, não queira. Também tenho um lado bobo que diz: deixa rolar, deixa. Tenho vários lados. Bem, quero dizer que na minha cabeça existem muitos zum-zum-zuns. Domá-los é mais difícil do que se pensa. Escolher qual levar a sério, mais ainda. É certo que posso me segurar em Deus, que tudo sabe. Posso também me escorar no tempo, que tudo revela. Eu posso muita coisa. Pensando assim, talvez eu esteja enganada, em meio a essa confusão devo sim saber de alguma coisa.
Descobri nas entrelinhas que a vida é muito mais. O que ela me reserva vai além, bem além de tudo que minha mente limita enxergar. Afinal de contas há sempre um ponto de luz à espera. E mesmo carregando algumas interrogações, é pra lá que eu vou. Quem sabe assim as coisas ficam mais claras e eu possa pegar uma estrada mais segura. Quem sabe.
Poderá me custar algumas lágrimas, falta de apetite e umas noites sem dormir. Ainda assim será melhor do que uma vida inteira cheia de arrependimentos com o peso de uma mal escolha. Abro mão do que for preciso e do que acho que preciso, só para me ver feliz. Custe o que custar.
Sorte minha
Gosto de ser menina, a fantasia é minha revolta. Me visto de mulher pra enfrentar a rotina, o disse-me-disse, os toques e os timbres.
Gosto de gente que sabe decifrar, que inala o personagem, que reluta, que quer saber mais...
Não entendo de gente azeda. Gosto de açúcar. Gosto de me esbaldar no sonho e não tenho hora pra acordar. Ando vestida de realidade, mas pego carona no clichê “Imaginação”. Sou solta, leve, camaleoa.
Visto-me de céu. Faço-me de lua. E se quiser me pintar de “vida”, claro, possuo uma, a minha.
Então por favor, não faça morada nas minhas adversidades, nem nos meus defeitos, pareço clara, mas sou feita de noite.
Costumo vestir o tempo, não tenho contrato com o atraso, quer correr? Corra. Eu tô lucrando. Nasci com a sorte de ser apenas partida.
Gosto de gente que sabe decifrar, que inala o personagem, que reluta, que quer saber mais...
Não entendo de gente azeda. Gosto de açúcar. Gosto de me esbaldar no sonho e não tenho hora pra acordar. Ando vestida de realidade, mas pego carona no clichê “Imaginação”. Sou solta, leve, camaleoa.
Visto-me de céu. Faço-me de lua. E se quiser me pintar de “vida”, claro, possuo uma, a minha.
Então por favor, não faça morada nas minhas adversidades, nem nos meus defeitos, pareço clara, mas sou feita de noite.
Costumo vestir o tempo, não tenho contrato com o atraso, quer correr? Corra. Eu tô lucrando. Nasci com a sorte de ser apenas partida.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Vim me buscar
"Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais. Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez. Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo. Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração."
Um brinde
Um brinde, a todos aqueles que, entraram na fila errada, e estão neste mundo por engano, só para diversão dos deuses. Não escrevem, não cantam, não esculpem e nem declamam. Mas sentem, amam e acolhem anonimamente a poesia em seus ventres. Um brinde!
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