segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ninguém nunca precisou de restos pra ser feliz



"Existem duas soluções pra tudo: o tempo e o foda-se."

Até que ponto os outros sabem exatamente o que é melhor pra gente? Até que ponto alguém pode se enfiar na nossa vida e determinar algo que caberia a nós mesmos decidirmos? Até que ponto nós mesmo nos permitimos sofrer por coisas que não valem à pena ou pessoas que não nos retribuem o mínimo de sentimento que temos por elas? Até que ponto a gente deixa que certas coisas aconteçam por pura falta de amor próprio - ou vergonha na cara?

Até onde...
Até quando..

domingo, 6 de novembro de 2011



"Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão! Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição. Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração, quando fala comigo, quando eu sei ouvir..."

Sua jornada moldou você para seu bem maior, e foi exatamente o que
precisava ser.
Não pense que você perdeu tempo. 
Não existem atalhos para a vida. 
Foi necessária cada e toda situação que você encontrou para trazê-lo para o agora.
E agora é o momento certo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu aniversário



Nossa mais o tempo passa muito rápido! Um dia desse eu tava comemorando meu aniversário de 15 e hoje eu  já tô fazendo 20 aninhos!
Meu dia hoje começou maravilhoso com minha mãezinha me acordando pra dar parabéns com um cafézinho que só ela sabe fazer. Mais tarde vou comemorar com poucas pessoas aqui em casa mesmo. Meu dia só seria mais perfeito se eu recebesse um beijo e um abraço de uma pessoa muito especial na minha vida. Mas, infelizmente eu sei que eu não vou ter isso, porque ele tá tão longe de mim.
Paizinho, que saudades de ti, já vão fazer 2 anos que eu não escuto mais a sua voz, a sua risada, que eu não deito na sua barriga e digo que é a minha almofada preferida, que eu não como as suas comidinhas maravilhosas, enfim, queria pelo menos te ver só mais uma vez pra dizer que eu te amo e pra sentir teu cheirinho!
Obrigada pai por ter me educado e me ensinado a vi ver e a me esforçar pra conseguir alcançar meus sonhos! Tive os melhores 18 anos do teu lado e a melhor dança de formatura que eu poderia ter tido contigo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011



Na minha casa se dizia eu te amo o tempo todo: Mãe, me acorda às seis, te amo. Saí pra comprar pão, amo vocês. Desculpa por ter sido grossa, e obrigada por me amarem mesmo assim. O amor estava nas brigas, nas cócegas, nas cantorias na cozinha e em todos os outros espaços da casa.

É tão natural que eu saia por aí espalhando amor, dizendo amor, escrevendo e sorrindo amor. Não sei ser contida e pensar mil vezes antes de dizer que gosto de alguém. Até consigo, mas o amor fica querendo sair por cada poro do meu corpo, tornando uma luta desagradável, essa de não dizer. Não era para ser desse jeito. As pessoas não deviam entrar em pânico e sumir ao ouvir que outras se importam, muito pelo contrário: deviam deixá-las mostrar o que são capazes de fazer pra dividir esse carinho.

Como vim parar neste mundo estranho onde sentimento é uma coisa que se deve evitar, esconder e negar? Como podem tentar me ensinar que amor é crime quando eu vim ensinar que amor é tudo? Por que é que fui cair justo aqui, nesse lugar que fede hipocrisia, grita solidão e ecoa vazio, onde ninguém resiste à qualquer sinal de dependência emocional, por mais pura que seja? Pra que negar, se omitir, calar? Amar é bonito, é leve. Todo mundo ama, todo mundo esconde. Mas se devo esconder, por que sentir?

Eu só queria um pouquinho de carinho, será que é muito difícil? Uma atenção, um telefonema, uma correpondência, dá pra ser? Um pouquinho de companhia bastava, qual o problema? Sentimentos nasceram para serem sentidos, não para serem escondidos debaixo da dor.

Deve ter mais alguém que caiu nesse planeta solidão por acaso e não entende de fingir. Estou aqui, perambulando sem espaço, sem rumo, sem nexo, mas sei que estou certa. Você vê? isso que foi ensinado de negligenciar carinho, é coisa de gente que não tem carinho pra oferecer. Todo mundo, bem lá por dentro, quer esse amor de graça que parece só existir em mim.

Se quer mesmo saber de mim



O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Nasci para poucos e morro por quase ninguém. Contradigo-me em passos de dança invisíveis, enlaçando pernas e prendendo bocas, querendo muito e gostando tão pouco. Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo ao mesmo tempo agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouquinho e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. Se estou aqui é pela música, pela companhia, pra me perder. Jamais pra desperdiçar uma noite com quem não sabe conversar.
Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum. Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas. Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música. Agir sem naturalidade é o seu maior fracasso.
Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas. Pelo não dito. Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo. Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina. Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado. Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha.

E fazem isso porque amam de relance, querem no momento e só por desafio. Porque têm preguiça ou medo de cumplicidade e acreditam perder a noite se optarem por se apaixonar pelo próprio ego. Porque perdem oportunidades de se calarem quando é papel dos olhos falar.
É por isso que eu estou sozinha nesse mundo de luzes e pessoas. É por isso que eu saio de casa e minha roupa não precisa agradar ninguém além de mim. Porque não deixo o calor da minha rotina pra ser prenda em vitrine.

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. E talvez assim desperte minha vontade de contar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Basta um abraço pro meu dia mudar!!



"Minha urgência maior tem sido a verdade, assumir as saudades vez-em-quando-e-quase-sempre e dizer a mim mesmo que chorar é um indício de fraqueza muito saudável. Aí então vou vivendo e sorrindo sempre que dá, principalmente antes de sair de casa. Não falo nomes, não faço escolhas, não rotulo sentimentos, não uso metáforas, não explico saudades. A verdade é que estou lembrando, ah, toda noite lembrando, não me importando tanto e seguindo. Nunca esperando, sempre acelerando."